Ataques de ransomware registaram aumento de 93% nos primeiros seis meses do ano” width=

Olhando para o panorama do cibercrime, o número de ciberataques sofridos por organizações a nível internacional aumentou 29%. A região EMEA (Europa, Oriente Médio e África) foi a mais afetada, com 777 ataques semanais, o que corresponde a uma subida de 36%.


Um novo relatório da Check Point Research revela as mais recentes tendências do mundo cibercrime e a forma como evoluíram ao longo dos seis primeiros meses do ano. De acordo com os investigadores, as organizações a nível internacional registaram um aumento de 29% no número de ciberataques sofridos, com a região EMEA (Europa, Oriente Médio e África) a ser a mais afetada.

Os investigadores detalham que, a nível mundial, o número de ataques de ransomware a organizações aumentou 93% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os cibercriminosos estão a tornar as suas estratégias ainda mais disruptivas e, além de roubarem dados sensíveis e ameaçarem divulgá-los publicamente caso não seja feito um pagamento, os estão agora a visar os clientes ou parceiros comerciais das organizações e a exigir-lhes também um resgate, numa tática conhecida como tripla extorsão.

De acordo com o relatório, o número médio de ataques sofridos por organizações na região EMEA durante o período em análise foi de 777, o que corresponde a um aumento de 36%. Olhando especificamente para a Europa, o aumento foi de 27%.
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Nos seis primeiros meses deste ano verificou-se também um aumento dos ataques em cadeia, como as repercussões do incidente que afetou a SolarWinds, assim como os casos que afetaram a Codecov e, mais recentemente, a Kaseya. Além disso, após o derrube da botnet Emotet, outros malwares ganharam popularidade ao longo do período em análise, incluindo o Trickbot, o Dridex, o Qbot e o IcedID.

“Na primeira metade de 2021, os cibercriminosos continuaram a adaptar as suas práticas à mudança para o trabalho híbrido”, explica (…), VP Research da Check Point Software. Entre os principais alvos destacam-se “as organizações em cadeia e respetivas ligações de rede com parceiros”, de modo a causar o máximo nível de perturbação possível.

“Olhando para o futuro, as organizações devem estar conscientes dos riscos e garantir que têm as soluções adequadas para evitar, sem perturbar o fluxo normal do negócio, a maioria dos ataques, incluindo os mais avançados”, enfatiza a responsável.

No que toca a previsões para os próximos seis meses do ano, os especialistas indicam que os ataques de ransomware vão continuar a crescer apesar dos esforços contra a ameaça. O uso crescente de ferramentas sofisticadas dará aos hackers a capacidade de personalizar os seus ataques e a popularização dos ataques de tripla extorsão exigirá uma estratégia de segurança específica que procure mitigar as consequências.

Os investigadores indicam que, nos últimos dois anos, assistiram à popularização de ferramentas de penetração de sistemas, como o Cobalt Strike e o Bloodhound, que são difíceis de detetar e que dão aos hackers a possibilidade de acederem em tempo-real a redes comprometidas e personalizar os seus ataques. Assim, os profissionais de cibersegurança vão precisar de um novo conjunto de competências para detetar esta forma de ataque Man-in-the-Middle e impedir que tenha sucesso no futuro.

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Ataques, ransomware

Andrade, Francisca (2021) https://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigos/ataques-de-ransomware-registaram-aumento-de-93-nos-primeiros-seis-meses-do-ano. Recuperado a 9 de Setembro de 2021 em https://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigos/ataques-de-ransomware-registaram-aumento-de-93-nos-primeiros-seis-meses-do-ano