Cibercrime: Portugal alvo de espionagem por parte de outros países” width=

Portugal foi alvo de ciberataques e espionagem, alguns deles por parte de outros países estrangeiros, com o objetivo de que fossem roubadas informações confidenciais, com valor político e económico.


A informação consta do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2020, a que o jornal teve acesso e que foi aprovado no Conselho Superior de Segurança Interna, na terça-feira, sendo hoje enviado à Assembleia da República.

O documento, adianta o ‘JN’, revela que se verificou um «aumento da espionagem através de ameaças persistentes, tecnologicamente avançadas, de origem estatal, direcionadas a importantes centros de informação do Estado português».

O cenário é tão «sofisticado» ao ponto de as autoridades terem sentido dificuldades para perceber se os ataques foram cometidos para obter lucros financeiros ou para cometer «crimes de sabotagem, dirigidos a empresas com relevância no tecido empresarial nacional», pode ler-se.

Adicionalmente, ainda sobre esta temática, registaram-se em Portugal «novos ciberataques contra infraestruturas críticas nacionais, com a finalidade de aceder a informação classificada, com valor político e económico», dois deles públicos e visando as empresas Altice e EDP, segundo o ‘JN’.

Crimes informáticos com «crescimento significativo»

O ministro da administração interna, Eduardo Cabrita, revelou ontem que, apesar dos bons resultados, há alguns crimes que têm vindo a crescer, como é o caso daqueles «associados aos meios digitais», nomeadamente «o crime de burla informática, que tem um «crescimento bastante significativo».

O ‘JN ‘ adianta, com base no relatório, que as participações neste tipo de crime cresceram 26,8%, confirmando que o Centro Nacional de Cibersegurança contabilizou um «aumento do número de incidentes, principalmente a partir de mês de março». Destes, 31% afetaram entidades da Administração Pública, o que representa um crescimento de 3,8% em relação a 2019.

Numa «dimensão menor», mas também associados ao estado de emergência, estão crimes como a desobediência, ou seja, desrespeito pelas regras legais impostas por parte das forças de segurança, adiantou ainda o ministro.

Formação Relacionada

Cibercrime, espionagem

(2021) Cibercrime: Portugal alvo de espionagem por parte de outros países. Recuperado a 15 de Abril de 2021 em https://executivedigest.sapo.pt/cibercrime-portugal-alvo-de-espionagem-por-parte-de-outros-paises/