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Portugal está no segundo de quatro níveis de maturidade digital, segundo o estudo “O Caminho para um Portugal Biónico: A maturidade digital do tecido empresarial em Portugal”, publicado pela Boston Consulting Group (BCG), Google e Nova SBE, com base nas respostas de mais de 1000 empresas nacionais.


Apesar do aumento do tráfego online no Retalho Alimentar (61%) e na Banca (47%), entre o período pré e pós confinamento, Portugal está ainda longe de ser considerado um “Digital Leader”, o nível de maior reconhecimento, segundo o Digital Acceleration Index (DAI), o índice utilizado pela BCG que permite observar o estágio de maturidade digital do tecido económico de um país com base no nível atual e desejado de digitalização das suas empresas. Neste momento, o país consolida o seu lugar como “Digital Literate”, com um total de 31 pontos (dos 100 possíveis), 21 pontos abaixo da média europeia, que se encontra no patamar dos “Digital Performers”.

O relatório, que avalia a “temperatura” digital das empresas, mostra ainda que a digitalização está diretamente relacionada com os níveis de produtividade e os salários médios das organizações. Apesar da intenção das empresas em utilizar o digital como motor das suas estratégias, existe ainda alguma inércia na sua aplicação em algumas áreas relevantes, nomeadamente em funções de suporte, operações, oferta ao cliente e de abordagem a novos mercados.

O aumento do investimento na digitalização está também correlacionado com ganhos de maturidade digital. Cerca de 65% das grandes empresas investem mais de 0,5% das suas receitas no digital e aquelas que aplicam mais de 2% têm, em média, mais 14 pontos de maturidade do que as que investem abaixo desse valor. Isto mostra que as médias empresas, que apresentam uma maturidade mais avançada, têm trabalhado de forma mais eficiente, já que 60% investem mais de 0,5% das suas receitas. Já nas pequenas empresas, 60% investem menos de 0,1% das suas receitas.

No entanto, nas médias e grandes empresas portuguesas encontram-se lacunas digitais estruturais com as dimensões Indústria 4.0, Metodologias Agile e Personalização, e o Marketing Digital e Governance de dados, mais distanciadas da referência europeia. Assinala-se também uma falta de literacia digital em algumas componentes da maturidade, nomeadamente, uma em cada cinco grandes empresas desconhece a sua realidade face à tecnologia IoT (Internet das Coisas) e 40% revelam desconhecer como o digital pode ser aplicado às suas operações de serviço. As empresas de grande dimensão mencionam também uma maior dificuldade em oferecer condições suficientes para contratar os recursos humanos certos para o digital, apesar de serem quem mais lança iniciativas de capacitação de equipas para esta vertente. Nas empresas de média dimensão, a dificuldade a superar é a definição e priorização dos projetos certos para consolidar competências e motivar as pessoas para o digital e, nas pequenas empresas, o entrave está na dificuldade em encontrar o pessoal e gestores de equipas com as competências necessárias, sendo que 30% das PME’s afirmam ter lançado iniciativas de capacitação dos colaboradores para o digital.

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Formação Relacionada

Portugal, maturidade digital

(2021) Portugal a meio caminho na escala de maturidade digital. Recuperado a 12 de Agosto de 2021 em https://lidermagazine.sapo.pt/portugal-a-meio-caminho-na-escala-de-maturidade-digital/