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Os Maiores Desafios Operacionais das Empresas em 2025

Maiores Desafios Operacionais Empresas

Estratégia & Resiliência • Artigo

Eficiência, resiliência e inovação num contexto de custos, risco e regulação

⏱️ Leitura estimada: 8 minutos

Padrões recorrentes nos desafios operacionais atuais e como transformar preparação e conformidade em vantagem competitiva.

Num cenário económico e tecnológico em constante evolução, as organizações enfrentam um desafio permanente: como alcançar eficiência, resiliência e inovação, enquanto navegam por custos elevados, riscos crescentes e uma regulação cada vez mais complexa.

Embora os desafios variem consoante o setor e o grau de maturidade das empresas, há padrões recorrentes que emergem em praticamente todas as análises de mercado. Grandes consultoras internacionais, como a McKinsey e a PwC, têm produzido estudos estratégicos que identificam os principais entraves operacionais da atualidade. Paralelamente, a ENISA – Agência da União Europeia para a Cibersegurança – desempenha um papel central na definição de políticas e na coordenação da resposta europeia a ameaças digitais, publicando relatórios técnicos e análises setoriais de elevada relevância, que complementam e aprofundam a compreensão dos riscos e desafios enfrentados pelas organizações. Destacam-se:

 

1. Eficiência e Redução de Custos

A pressão para fazer mais com menos é uma constante transversal a todos os setores. Muitas organizações continuam a operar com processos redundantes e manuais, refletindo uma digitalização ainda incompleta. A busca por ganhos de produtividade, através da automação e da integração tecnológica, deixou de ser uma opção – tornou-se uma necessidade estratégica.

 

2. Talento e Competências

Atrair e reter profissionais qualificados tornou-se um dos maiores desafios organizacionais da atualidade. A escassez de competências digitais, tecnológicas e de liderança é real e transversal a múltiplos setores. Mais do que recrutar, é essencial investir no desenvolvimento contínuo e na motivação das equipas, promovendo culturas organizacionais sólidas, inclusivas e orientadas para o crescimento.

 

3. Resiliência e Continuidade do Negócio

Crises globais, ciberataques e disrupções nas cadeias de fornecimento têm exposto vulnerabilidades estruturais em muitas organizações. Em vários casos, os planos de contingência revelaram-se desatualizados, inadequados – ou simplesmente inexistentes. Mesmo quando existem, muitos nunca foram testados, o que compromete a sua eficácia em situações reais. A resiliência deixou de ser uma vantagem competitiva: tornou-se uma prioridade estratégica para garantir a continuidade operacional em cenários de elevada imprevisibilidade.

 

4. Gestão da Cadeia de Fornecimento

A globalização trouxe eficiência, mas também dependências perigosas. Hoje, riscos geopolíticos, ambientais e tecnológicos podem paralisar operações em poucas horas. Ter visibilidade ponta a ponta da cadeia é essencial para gerir vulnerabilidades.

 

5. Transformação Digital e Tecnologia

A migração para a cloud, a adoção da inteligência artificial e a integração de IoT e automação estão a transformar profundamente os modelos operacionais das empresas. O verdadeiro desafio reside em equilibrar a inovação com a manutenção de sistemas legados, ao mesmo tempo que se assegura a proteção de dados num cenário de ameaças digitais cada vez mais sofisticadas.

 

6. Conformidade e Regulamentação

Com exigências cada vez mais rigorosas, do RGPD ao DORA, da NIS 2 aos critérios ESG, as organizações enfrentam o desafio de alinhar os seus processos com padrões legais e normativos internacionais. A crescente complexidade do enquadramento regulatório exige que os requisitos de conformidade sejam integrados desde o planeamento estratégico até às operações do dia a dia, tornando-se um elemento central da gestão empresarial moderna.

 

7. Sustentabilidade e Pressão ESG

A responsabilidade ambiental e social deixou de ser opcional. Clientes, investidores e reguladores exigem resultados concretos. Incorporar práticas sustentáveis e de economia circular tornou-se condição para competir e manter credibilidade. Hoje, o ESG não é apenas uma mera tendência é um novo padrão de legitimidade empresarial.

 

O maior desafio operacional das empresas não está apenas em reduzir custos ou inovar, mas em conseguir equilibrar múltiplas exigências ao mesmo tempo:

  • ser eficiente sem perder qualidade;
  • ser resiliente sem deixar de inovar;
  • ser sustentável sem comprometer resultados.

As organizações que conseguirem alinhar estes eixos, eficiência, resiliência e inovação, terão maior capacidade de competir num mercado global cada vez mais imprevisível.

 

Como a Behaviour pode ajudar?

Na Behaviour, acreditamos que a preparação é o alicerce da resiliência organizacional. Por isso, desenvolvemos formações especializadas que capacitam equipas para enfrentar os desafios regulatórios e operacionais mais exigentes:

Porque cada desafio exige conhecimento especializado, as nossas formações foram desenhadas para dar às empresas a capacidade de agir antes da crise e transformar a conformidade em vantagem competitiva.

Autor: Behaviour
Publicado em: 15 setembro de 2025
Não é autorizada a cópia ou reprodução deste artigo.

 

A pergunta que pode comprometer qualquer plano de continuidade:

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Continuidade & Resiliência • Artigo

E se a sua equipa principal não estiver disponível?

⏱️ Leitura estimada: 6 minutos

A continuidade real mede-se quando as pessoas certas não estão presentes e a organização continua a responder.

E se a sua equipa principal não estiver disponível?

Na maioria dos planos de continuidade ou recuperação, há um erro silencioso, mas crítico: assume-se que as pessoas certas estarão disponíveis no momento certo.

Mas… e se não estiverem?

  • E se não for possível contactar o gestor de TI?
  • E se a responsável de RH estiver de férias?
  • E se a equipa de gestão de crise estiver indisponível por ter sido impactada pelo mesmo incidente?

É aqui que muitos planos falham, antes mesmo de serem testados.

“A ilusão de ter a pessoa certa no papel certo, à hora certa”

Documentos lindos. Organogramas claros. Lista de contactos de emergência disponível e atualizada. Tudo parece sólido… até que o inesperado acontece.

A realidade é esta:

  • As pessoas adoecem.
  • As pessoas entram em pânico.
  • As pessoas ficam sem acesso digital.
  • As pessoas… são humanas, pelo que, também falham.

Planos que não consideram a ausência dos seus protagonistas são estruturalmente frágeis.

O verdadeiro teste de maturidade

A continuidade de negócio não depende apenas da existência de planos. Depende da capacidade de responder a perguntas como:

  • “Quem substitui quem, em cada função crítica?”
  • “Como são tomadas decisões críticas na ausência da liderança habitual?”
  • “O que está automatizado e o que depende exclusivamente de uma pessoa?”
  • “Quais são os pontos únicos de falha humana?”

Organizações maduras planeiam a ausência das pessoas críticas e testam, com rigor, a capacidade de resposta da equipa.

Casos reais de falha no planeamento da continuidade

Caso 1 – Empresa de serviços financeiros
Um incêndio obrigou à evacuação da sede da empresa.
O gestor da continuidade encontrava-se em viagem internacional, sem acesso à rede.
Resultado: três horas perdidas até alguém assumir liderança.

Caso 2 – Fábrica industrial
Um ataque de ransomware paralisou os sistemas.
As credenciais do administrador encontravam-se num cofre digital… acessível apenas por duas pessoas ambas afetadas pelo ataque.

Caso 3 – Empresa de software
A empresa realizou uma simulação bem-sucedida com os membros da equipa.
Numa sexta-feira à noite, durante um incidente real, a equipa encontrava-se incompleta.
Este facto impossibilitou a tomada de decisões adequadas e levou a falhas na coordenação.
Resultado: disrupção na operação.

Preparar equipas — não apenas planos

  1. Criar redundâncias para as funções críticas
    • Não basta nomear substitutos designados: é necessário treiná-los em contexto prático.
  2. Garantir o acesso partilhado a recursos e credenciais
    • Utilizar cofres digitais partilhados, mecanismos de acesso de emergência e sistemas de contingência.
  3. Testar cenários que considerem a ausência de protagonistas
    • Durante os exercícios, simular a ausência de decisores-chave e observar a resposta da equipa.
  4. Mapear pontos de falha humana
    • Identificar situações em que tudo depende de uma só pessoa e mitigar esse risco.
  5. Desenvolver competências interpessoais sob pressão
    • Liderança, comunicação e tomada de decisão treinam-se antes da crise — não durante.

O que distingue os planos que realmente funcionam?

  • São exercitados e testados com realismo e sob pressão.
  • Antecipam a indisponibilidade de pessoas-chave.
  • Privilegiam a capacitação transversal, e não apenas a dependência hierárquica.
  • Têm backups funcionais de liderança, acesso e decisão.

Quer planos que realmente funcionem?

A continuidade real exige responder ao imprevisível.
“Esperar o inesperado” não é um cliché é o princípio da resiliência.

Porque, nos momentos críticos, não é apenas um plano que salva a organização:
são as pessoas preparadas, disponíveis… e substituíveis.

A pergunta certa nunca foi: “Temos plano de continuidade?”
A pergunta certa é: “Se você não estiver lá… tudo continua a funcionar?”

Autor: Behaviour
Publicado em: 25 agosto de 2025
Não é autorizada a cópia ou reprodução deste artigo.

 

Segurança em Período de Férias

Seguranca Periodo Ferias

Segurança & Continuidade • Artigo

Cuidados essenciais para profissionais e equipas que não podem dar férias aos riscos

⏱️ Leitura estimada: 7 minutos

Preparação prática para proteger a segurança da informação, a continuidade do negócio e a resiliência organizacional durante o período de férias.

Agosto chegou. Para muitos, é tempo de descanso. Para os riscos é oportunidade. Quando entramos em modo verão, relaxamos, as equipas rodam e os processos abrandam. Mas os riscos mantêm-se atentos. É precisamente nesses períodos de menor vigilância que muitos dos incidentes mais graves têm origem.Partilhamos os principais cuidados a ter antes, durante e após o período de férias, com foco na segurança da informação, continuidade do negócio e resiliência organizacional.

Antes das férias: preparar, proteger, delegar

1. Reveja e limite contas e acessos

  • Elimine acessos temporários ou não utilizados
  • Verifique permissões atribuídas a prestadores externos
  • Restrinja acessos privilegiados e garanta rastreabilidade
  • Aplique regras claras para órgãos de gestão, se necessário
  • Registe tudo acções de desativação e reativação futuras

Acesso mínimo. Tempo limitado. Tudo rastreável.

2. Defina substitutos e procedimentos claros

  • Quem substitui quem?
  • Que decisões podem ser tomadas?
  • O que fazer em caso de incidente?

Continuidade não é só presença é preparação e resposta.

3. Reforce a vigilância contra fraudes e phishing

  • Pagamentos urgentes em nome do CEO ausente
  • Pedidos falsos de mudança de IBAN
  • Mensagens urgentes com penalizações
  • Prémios ou sorteios falsos
  • Links fraudulentos sobre entregas
  • Cuidado com deepfakes: voz ou vídeo falsos com pedidos de acessos, transferências ou extorsão

Redobre a atenção. Aplique ciber-higiene. Reporte sempre.

4. Reveja os planos de continuidade e resposta a incidentes

  • Planos atualizados e testados com equipa reduzida?
  • Quem ativa o plano em agosto?
  • Fornecedores continuam prontos nesse período?

Um plano que não funciona em férias… não é plano.

Durante as férias: manter o essencial a funcionar

5. Cuidado com redes e Wi-Fi públicas

  • Desligue redes e equipamentos não necessários
  • Evite Wi-Fi públicas para aceder a sistemas
  • Se inevitável, use VPN da organização

A conveniência de hoje pode ser o incidente de amanhã.

6. Proteja e automatize sem desligar totalmente

  • Automatize backups (de preferência imutáveis)
  • Ative alertas e notificações para incidentes
  • Garanta visibilidade mínima mesmo em férias

Automação inteligente protege mesmo quando desliga.

7. Evite expor a sua ausência nas redes

  • Evite frases como “fora até setembro”
  • Evite fotos e vídeos com localização em tempo real
  • Prefira grupos fechados para partilhas pessoais

Maior pegada digital = mais oportunidade para ataques de engenharia social.

Depois das férias: validação e reativação

8. Revalide acessos e alterações feitas

  • Alguma conta temporária ainda ativa?
  • Configurações alteradas sem reversão?
  • Algum incidente não detetado?
  • Reveja logs e relatórios de segurança

Pós-férias = check-up obrigatório.

9. Atualize e valide sistemas

  • Aplique atualizações de segurança pendentes
  • Verifique backups e relatórios
  • Confirme integridade dos logs, incluindo o antivírus e a firewall

Comece com confiança. Sem dúvidas técnicas.

Formação recomendada?

A Behaviour ajuda equipas a antecipar riscos, responder a incidentes e reforçar a continuidade, antes, durante e depois das férias.

Cursos recomendados:

Preparar é proteger. Mesmo quando todos estão a desligar. A segurança não tira férias. Mas com o planeamento certo, você pode.

Ver calendário de formações

 

Autor: Behaviour
Publicado em: 4 agostode 2025
Não é autorizada a cópia ou reprodução deste artigo.